terça-feira, 31 de julho de 2007

BODAS DE SANGUE

"BODAS DE SANGUE"



Despida de véus
como estrela cintilante

Altar!
Leito!
ou trono!
de Rosas mordidas
e ânsias...

Teu cheiro - desejo
sádicamente guardado
entre bocas e anseios
os seios da Lua
Cheios
de cheiros a maresia

relâmpago!
Aco íris!
Céu!


Sangue ou heresia

Prece
Pecado ou magia
Cume!
Gozo!
Agonia!
Príncípio?
Precipício
ou
Fim?

segunda-feira, 30 de julho de 2007

A PRETO E BRANCO

A PRETO E BRANCO"

Uma vida a preto e branco
fica tão cinzenta e opaca
tão da cor de coisa nenhuma.

Depende de certos momentos,
mas eu gosto mais do branco

Tem o vermelho da paixão!
ou
o verde da esperança!

Ah... mas,
eu gosto mais do branco
gosto da Paz e da Luz

como um reflexo da alma

era também a cor de jesus
de Gandhi e do próprio sal


O branco,
nupcialmente me veste
em tons de todas as cores

como um rumor de festa
uma aura celestial.

luizacaetano

domingo, 29 de julho de 2007

"GUERRA DE ESTRELAS"

"GUERRA DE ESTRELAS"


Onde mora
agora o desassossego
dos teus sentimentos?

e os impulsos apaixonados
que conquistaram o meu reduto?

e a alegria dos bagos maduros
com sabor a morangos?

Sinto-te água breve
correndo para um Rio
preguiçosamente, sem alma,
um retiro sem impulso

Fazem-me falta
o sangue das tuas palvras
preenchendo o fosso das distâncias

e, no entanto...
as equimoses se passeiam pelos flancos
dos cavalos a conquistar.

Há um "amante da Lua"
escondido na privada
exígua e rasa guerra
das estrelas...

Passas por mim na noite
silênciosa e corrida
como se tivesses mêdo
de algum secreto mêdo?

Fica o silêncio
mórbidamente mordido
nas palavras que...
entendi?


lc

quinta-feira, 26 de julho de 2007

ROSA BRAVA DO DESERTO

"ROSA BRAVA DO DESERTO"

Entre obscuras sementes
me ergo todos os dias!

Sou um rumor de animal
correndo à desfilada
entre a festa e a morte...

Aço em força fundido
vara que abana e não verga.

Interminável é o caminho
que todos os dias invento.

Às vezes sentas na sombra
oscilante dos meus dedos
neles bordas um carinho
em meu anel moribundo.


No calendário do mundo
Tombam folhas como lágrimas
- Tão longe o que já foi perto!

Eminente em meu peito
uma raíz ! Um deserto!
um poema cicatriz

em Rosa brava aberto

lc

quarta-feira, 25 de julho de 2007

" C O R P O"

CORPO

Corpo das mil bocas
néctar dos néctares,
sorvido!
mordido
até ao grito
e
das entranhas
irromper o vulcão
feito lágrimas
e
emoção

Corpo,
Secreta embarcação
das viagens
súplices ao paraíso

Corpo de rosas e de pão
alimento
inefável e rubro
viagem
ao coração

"L I V R E"

Porque
Sou livre
inteira
e aberta
como um verso codificado.

Guardo
nosso segredo sem mêdo
no cofre das minhas mãos
como uma prece
rezada
que se ajoelha
no altar
do teu amor

Só não me ponha
mordaça
na boca para beijar
pois quebro todas as barreiras
para te poder amar...

VOU EMBORA PRA PASÀRGADA

Digo-te adeus
neste verso-reverso
mel! fel!
e a festa dos sentidos
está programada
na praça da concha do amor
inconsequente

um bailado negro - fantasia
um Adeus! uma mordaça! um punhal
e a minha alma vazia

para além do mar
jaz agora
uma terra fria
uma asa de tristeza, um menúfar
uma canção de amor sem alegria

Vou embora para Pasárgada
lá sou amiga do rei
lá eu poderei te amar
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FERNANDO PESSOA E MANUEL BANDEIRA

TREM PARA PASÁRGADA
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JORGE AMADO, ZÉLIA GATAI E BETANIA

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SONHOS VÃOS

"SONHOS VÃOS"

Rasguei
o
vento
com meu lamento
de asa ferida!

Te busquei
lá longe

no canto da saudade
onde se perdem
as vozes
que choram
de madrugada

Vãos,

São os sonhos
de onde se regressa
tal como D. Quixote

As mãos vazias
cheias de nada...

"FESTA DE AMOR"

Imagina Meu Amor,

Que eu te escreveria uma carta
todos os dias!

Uma carta de AMOR?

Como seria mónótono e rotineiro
falar-te todos os dias
desse sentimento que ...
todos os dias me rasga
o corpo e a alma?

Oh...
Minha Adorada vida!
Meu Ser Amado e selvagem...

Não, não te falarei desse sentimento!
Não te falarei desse meu Alimento!
Não te direi
que cumpres
todos os
Códigos Sonhados
no
calendário
do Meu corpo...

Não!
Nem sequer
jurarei
que este Amor é único!
Estranho!
Avassalador
e
me possuí
todas as memórias
(as passadas! as presentes e as futuras)!

Não, Meu Amor!
Não te direi também
que o toque desse clarim
tem algo de sagrado
tem o sabor
do pecado!
e
da Aventura
Tem
um pouco de amargura

AMOR DOCE - ILHA SEGURA
CHAMPANHE!
MORANGO!
E
FESTA!

NOSSA FESTA DE TODOS OS DIAS

domingo, 22 de julho de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

" P I E T Á"

(35X50 - DISPONÍVEL)
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ENTRE GESTOS E GIESTAS

"ENTRE GESTOS E GIESTAS"

Vieste breve,
tão breve,
como o tempo das papoilas
bordando o trigo.

Entre gestos e giestas
as pétalas das mãos
partem embarcadas.

No intervalo dos lábios
o estilhaço de um grito!

entre giestas e gestos
um tempo de papoilas decepadas.

luizacaetano

quinta-feira, 19 de julho de 2007

"PRESÁGIOS"

PRESSÁGIOS"

Podia esperar
uma eternidade
feita de juras
e promessas...

Virar até o mundo
das avessas
para te encontrar

ah, Meu Amor

Mas o presságio
do tempo
despiu o encanto

dos meus olhos
encharcados
de espanto


Já não tenho tempo
nem pranto
apenas a vertigem
do instante

"CAMINHO DE ESTRELAS"

**

Bom Dia,
com poesia!
"CAMINHO DE ESTRELAS"


Eras o ombro de meus braços
em movimentos fascinantes
corpo a corpo
ou
um barco iluminado
um farol!
uma âncora
ou
uma estrela faiscante

nos meus passos disfarçados
de cansaços, o caminho
se enrolava nos abraços
disfarçadamente hesitantes.

Caminhávamos ao longo da ponte
tuas mãos nas minhas, ternamente

as palavras mordidas nos silêncios
que os pássaros ensurdeciam.

Lado a lado
do lado da sombra...

como a sombra
projectada dos amantes



luizacaetano
*
*

quarta-feira, 18 de julho de 2007

ERAM CRAVOS

"ERAM CRAVOS"
Eram cravos,
muitos cravos!
vermelhos de Paz
sem sangue!
Eram canções fraternas!
oPovo é quem mais ordena!
Eram os nossos corações!
Era a marcha pelas ruas
deste país em flôr!
Era a muralha caída da ditadura!
da dor!
Era um canto da alegria
liberto em cada peito!
Era a democracia,
conquistando o seu direito!
soldados e povo abraçados
armados com uma flor.
Era um país sem mordaça
acordando da noite escura!
Era o Sol !
Era a raça
sem fronteira colonial!
Era a Luz feita de favos!
Eram Cravos!
muitos cravos
neste novo Portugal!
25 de Abril 2007
(Memória da Revolução dos cravos
25 de Abril 1974)

terça-feira, 17 de julho de 2007

domingo, 15 de julho de 2007

"PALHAÇO AZUL"


" A FIGURONA"


OBRA DE
MARY BERGMAN
Adoroooooooooooooo!

SILÊNCIOS

"SILÊNCIOS"


O
que são dois minutos
no universo
da tua ausência?

Se,
hoje as palavras pesam
como pedras caídas
no poço desta solidão.
Não me apetece nem escrever,
muito menos dizer...

Prefiro apenas imaginar
as rosas que hoje
não me vieste trazer.

luizacaetano

quarta-feira, 11 de julho de 2007

"DIADEMA"

"DIADEMA"

Recolho
no espanto
o pranto
que afaga
o meu corpo

Respiro no vento
o teu cheiro
de terra orvalhada

Desato este tempo
com meus braços
alvoraçados como mastros

no píncaro vazio
dos astros
que nada me dizem

Apenas um diadema
cujo coração mirrado
baila no peito
feito uma pena

luizacaetano

"DEPOIS DO ADEUS

"ADEUS"


Depois do Adeus,
Depois das partidas,

ficam nossas vidas
no cais das saudades
viúvas e àsperas

baínhas
desfiadas pelo vento,
sombras vazias

Depois do adeus
a prece do àmanhã
num eterno desassossego

Um vôo sem pássaro
Um céu sem Deus
um estranho apêgo...

peregrinam-se os dias
em romagens vividas

sonham-se regressos
sem partidas

Depois do Adeus

luizacaetano

sexta-feira, 6 de julho de 2007

É URGENTE AMAR



"URGENTE"

É urgente amar

como se a morte
a cada novo instante

pudesse desfolhar a vida
em nossos lábios.
e
a quinta sinfonia
da vida
fosse interrompida
naquele eterno momento

em que o Sol e o Mar
se liquefazem num abraço.

luizacaetano

ARCO ÍRIS DO AMOR

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ARCO ÍRIS DO AMOR

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domingo, 1 de julho de 2007

"CANTO DE GAIVOTAS"

"CANTO DE GAIVOTAS"
Um rumor de horizontes !
Um barco que se afasta !
Velas subitamente enfunadas
entre as ondas cavadas
na espuma salgada.
Saudade?
Um punhal extenuado e distante
fere espaços !
sulca fronteiras.
Ao longe,
ouvem-se os sinos do entardecer
num rumor de preces
ou de alguém
que estás prestes a morrer.
luizacaetano

SANTOS ASSÉDIOS